Fenajufe encerra Plenária em Salvador com calendário de greve e foco na reestruturação das carreiras

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A XXV Plenária Nacional da Fenajufe, realizada em Salvador (BA), foi encerrada com foco na unificação da categoria e na definição de uma agenda combativa para o funcionalismo do Judiciário Federal (PJU) e do Ministério Público da União (MPU). Após quatro dias de intensos debates conduzidos pela coordenação da Federação, representantes de 25 sindicatos de base — incluindo a delegação de Goiás — aprovaram, por unanimidade, um calendário nacional de mobilização que culminará em uma paralisação em agosto.

Mais do que definir metas imediatas, este encontro histórico reafirma o papel decisivo das plenárias nacionais como a principal forja de resistência da categoria ao longo dos anos. É nesses espaços de debate intenso que o sentimento de unidade se converte em combustível para a luta, transformando a indignação coletiva em uma força organizada capaz de peitar retrocessos e arrancar conquistas históricas. Diante dos ataques estruturais ao serviço público, a mobilização unificada em Salvador demonstra que a classe trabalhadora do PJU e MPU segue firme na linha de frente, disposta a marchar unida por sua dignidade e valorização.

A reestruturação das carreiras e a recomposição salarial ditaram o tom das deliberações. Como marco político, a plenária aprovou a Resolução nº 26, que atualiza diretrizes anteriores e consolida as premissas do anteprojeto já protocolado pela federação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). A categoria exige o envio ao Congresso de um projeto de reestruturação com sobreposição de tabelas salariais: tomando como base o ciclo de gestão para analistas, fixou-se o teto de 85% para técnicos e 70% para auxiliares, sem vinculação a metas produtivistas.

Paralelamente, a pauta de reivindicações aprovada foca na derrubada dos Vetos 45, 17 e 12 no Congresso, garantindo os reajustes previstos para 2027 e 2028. Os servidores também decidiram intensificar o combate às reformas administrativas (PECs 32 e 38), além de exigir mais verbas para a saúde com isonomia em relação aos magistrados, auxílio-nutrição para aposentados e a realização de novos concursos públicos, rechaçando o modelo de residência jurídica.

O plano de lutas aprovado estabelece as seguintes datas para a mobilização nacional:

1°/07: Dia Nacional de Luta nos estados pressionando pelo envio do projeto ao STF e pela derrubada dos vetos;

Segunda quinzena de julho a início de agosto: Rodadas de debates regionais sobre a carreira;

13/08: Dia de Paralisação Nacional;

17 a 21/08: Assembleias de base para avaliação do movimento;

22/08: Reunião do Conselho Deliberativo de Entidades (CDE).

No campo social e institucional, os cadernos de propostas sobre inteligência artificial no serviço público, saúde do trabalhador e o combate a opressões (como assédio, racismo e machismo) foram aprovados por consenso. A delegação de Goiás para o evento foi formada pelos servidores do PJU, Magda da Conceição Gonçalves, Eliane Brito, João Batista, Agoncílio da Silva Moreira Filho e Flávia Gonçalves Silveira, além do presidente do Sinjufego, Leopoldo de Lima e da coordenadora da Fenajufe, Márcia Bueno. Na condição de observadores, também participaram Alberto Peres Brambila e Edvaldo Marra Silva.

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Redação do Sinjufego
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