Adoecimento mental bate recordes no PJU: por que a luta pela NR-1 merece a sua voz no Sinjufego

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Adoecimento mental bate recordes no PJU: por que a luta pela NR-1 exige a sua força no Sinjufego
Os números do próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não deixam margem para dúvidas: o funcionalismo do Poder Judiciário da União está adoecendo. Quase metade dos servidores (47,9%) relata sintomas de ansiedade, 37,4% convivem diariamente com o estresse e quase um em cada cinco (18,1%) depende de medicamentos para dar conta da rotina.

Diante de uma realidade moldada por metas abusivas, sobrecarga de trabalho, telas infinitas e a pressão constante por produtividade, a saúde mental deixou de ser um tema secundário — tornou-se uma questão de sobrevivência institucional.

É por isso que a federação nacional (Fenajufe), cumprindo deliberação da sua XXV Plenária Nacional, acionou formalmente o CNJ, conselhos e tribunais superiores. A cobrança é clara e urgente: a aplicação imediata da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a vigorar plenamente e exige que os órgãos públicos incorporem os riscos psicossociais em seus Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR).

O que muda com a NR-1 no Judiciário?
A nova diretriz transfere o peso do problema. O adoecimento mental deixa de ser tratado de forma isolada, como uma "fraqueza individual" do servidor, e passa a ser reconhecido como uma falha da organização do trabalho. Os tribunais agora têm a responsabilidade legal de identificar, prevenir e combater:

Jornadas exaustivas e cobranças desmedidas;

Assédio moral, sexual e retaliações;

Ambientes que geram isolamento e esgotamento extremo (Burnout).

A previdência social registrou um salto alarmante de 68% nos afastamentos por transtornos mentais no Brasil em um ano. No PJU, a Resolução nº 207/2015 do CNJ (Política de Atenção Integral à Saúde) foi um passo importante no passado, mas os modelos de gestão atuais esgotaram sua capacidade de proteger o trabalhador. É preciso ir além da teoria.

A engrenagem só muda com a sua participação: Filie-se ao Sinjufego
Ofícios e leis são ferramentas poderosas, mas não se movem sozinhos. Para que a NR-1 saia do papel e se transforme em rotinas mais humanas, exames periódicos eficientes e no fim do assédio nos tribunais de Goiás, é preciso pressão no chão de fábrica. E a sua voz ganha peso quando ecoa coletivamente.

O Sinjufego é a linha de frente dessa batalha no estado. Sindicalizar-se não é apenas garantir assessoria jurídica ou convênios; é financiar a resistência contra a desumanização do trabalho. É garantir que, quando a administração fechar os olhos para o seu esgotamento, haverá uma estrutura robusta cobrando responsabilidade dos gestores.

Não espere o limite do seu corpo e da sua mente para agir. Fortaleça quem defende a sua saúde e os seus direitos todos os dias.

Cuidar da saúde mental é valorizar o serviço público. Proteja a sua vida e a da sua categoria: filie-se ao Sinjufego.

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Redação do Sinjufego
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